Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: qual regime paga menos imposto?

Poucas decisões pesam tanto no caixa de uma empresa quanto a escolha do regime tributário. É ela que define quanto você paga de imposto todos os meses — e um enquadramento mal feito pode significar milhares de reais a mais por ano, do jeito legal e silencioso.
Neste artigo, você vai entender de forma simples a diferença entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real, e como saber qual faz sentido para o momento da sua empresa.
O que é o regime tributário
O regime tributário é o conjunto de regras que determina como os impostos da sua empresa serão calculados e recolhidos. No Brasil, a maioria das empresas se enquadra em um destes três modelos — e a escolha certa depende do faturamento, da margem de lucro e da atividade.
1. Simples Nacional
Reúne vários impostos em uma única guia (DAS), com alíquotas que variam conforme o faturamento e o anexo da atividade. É simples de administrar e costuma ser vantajoso para micro e pequenas empresas — mas nem sempre é o mais barato quando a folha de pagamento é baixa ou a margem é alta.
2. Lucro Presumido
A Receita “presume” uma margem de lucro sobre o faturamento e aplica os impostos sobre esse valor. Pode ser vantajoso para empresas com boa margem e faturamento até R$ 78 milhões/ano, especialmente prestadores de serviço.
3. Lucro Real
Os impostos incidem sobre o lucro efetivo (receitas menos despesas). É obrigatório para alguns setores e vantajoso para empresas com margem apertada ou muitas despesas dedutíveis — mas exige controle contábil rigoroso.
Não existe “melhor regime” universal. Existe o melhor regime para a realidade da sua empresa, no momento certo.
Como comparar na prática
A resposta certa nunca vem de um chute. Ela nasce de um estudo tributário que projeta os três cenários com os seus números reais — faturamento, folha, margem e despesas — e mostra, em reais, quanto você pagaria em cada regime.
- Levante o faturamento dos últimos 12 meses e a projeção do próximo ano;
- Considere o peso da folha de pagamento e das despesas dedutíveis;
- Verifique o anexo/atividade e eventuais benefícios fiscais;
- Simule os três regimes lado a lado antes de decidir.
A revisão do enquadramento não é só para quem está abrindo empresa. Vale refazer o estudo sempre que o faturamento, a folha ou o mix de serviços mudarem — muitas vezes dá para reduzir a carga sem mudar nada na operação.
O papel do planejamento tributário
Pagar menos imposto dentro da lei é possível e legítimo — é isso que o planejamento tributário faz. Com processos bem definidos e acompanhamento de perto, a Porto Bovo identifica o regime ideal e revisa periodicamente para garantir que você não pague um centavo a mais do que o necessário.
Ficou com dúvida sobre qual regime é o melhor para o seu caso? Fale com o contador e receba um diagnóstico do seu cenário.